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O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Campus Baixada Santista promoveram a Reunião Nacional sobre Prevenção Combinada do HIV e linhas de cuidado para mulheres que fazem uso de drogas. O evento foi realizado em Santos (SP), entre os dias 27 e 30 de junho, e reuniu representantes da gestão pública, da academia e da sociedade civil, além de organizações internacionais e da comunidade geral.

O objetivo foi desenvolver um conjunto de recomendações voltadas ao enfrentamento das barreiras de acesso que mulheres que usam álcool e outras drogas enfrentam para acessar ações de prevenção, diagnóstico, tratamento, atenção e cuidado em relação ao HIV, que atenda a integralidade de suas diversas demandas.

Em um país tão amplo como o Brasil, é preciso estarmos atentas às mulheres que enfrentam intersecções de vulnerabilidades para que não sejam deixadas para trás. Entre elas, as mulheres que usam álcool e outras drogas, de forma que possam ter amplo acesso aos serviços e ao suporte adequados às suas necessidades e sejam incluídas nas tomadas de decisão relacionadas ao HIV”, explica a supervisora de proteção social do UNODC no Brasil, Nara de Araújo.

A reunião está alinhada à nova Declaração Política sobre HIV e AIDS: Acabando com as Desigualdades e Entrando no caminho certo para acabar com a AIDS até 2030 e à Estratégia global para AIDS 2021 – 2026, que se propõe a romper barreiras para alcançar resultados sobre HIV, com foco em “Respostas lideradas pela comunidade, Direitos Humanos, Igualdade de Gênero e juventudes”. Entre as metas, é esperado que 95% das mulheres tenham acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva até 2026.

Reconhecemos a diversidade que há entre mulheres e a necessidade de entender a redução de danos e prevenção ao HIV de forma interseccional. Precisamos trabalhar para garantir que as mulheres tenham acesso ao sistema de saúde que as respeite integralmente”, destaca Claudia Velasquez, representante e diretora do UNAIDS no Brasil.

Para Luciana Surjus, docente do programa de pós-graduação em Políticas Públicas da UNIFESP e líder do grupo de pesquisa e extensão Div3rso, a universidade precisa se comprometer com as respostas às questões do entorno. “Juntar todas essas mulheres cis e trans produtoras de conhecimento que resistem a experiências de violência é a possibilidade real de que a gente una forças para poder informar uma política pública que proteja, ouça e responda às necessidades das mulheres”, completa Luciana.

Leia o texto completo aqui.

Foto: UNAIDS

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