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O que significam o termo “Indetectável = Intransmissível” e sua abreviação “I = I”? Para muita gente, uma revolução na vida sexual e afetiva, já que a expressão pode ser traduzida da seguinte forma: quem vive com HIV, mas está com a carga viral indetectável, simplesmente não é mais capaz de infectar outra pessoa. Deixando ainda mais claro: quem tem carga viral indetectável não transmite HIV.

A revolução, de acordo com reportagem do jornal espanhol El País, não ocorre somente do ponto de vista clínico, mas, especialmente, de uma perspectiva humana: devido ao estigma da rejeição pelo outro, os soropositivos sempre tiveram que lidar com a angústia e a ansiedade de saber que suas relações estariam marcadas pelo medo de passar o vírus para suas parcerias.

Essa revolução, diz o texto reproduzido no jornal O Globo, está fundamentada na evidência científica segundo a qual uma pessoa soropositiva cuja carga viral é indetectável — isto é, mais de 95% de quem segue corretamente o tratamento antirretroviral — não pode transmitir o vírus. Essa ideia não é realmente nova, explica o médico associado do Serviço de Medicina Interna Infecciosa do Hospital de La Princesa, em Madrid, na Espanha, e coordenador médico da organização “Apoyo Positivo”, Lucio J. García Fraile:

“Havia muitos estudos que sugeriam isso, mas, por precaução, não se falava tão explicitamente. Sempre havia alguma objeção a eles, sempre parecia haver algum preconceito. Até que a evidência científica fosse esmagadora”.

García Fraile se refere aos estudos internacionais que demonstraram que, em casais sorodiscordantes, em que apenas um dos indivíduos vive com o vírus, não houve transmissão quando a carga viral da pessoa com HIV estava indetectável há pelo menos seis meses. A carga viral é considerada indetectável quando o número de partículas de HIV em um mililitro de sangue está abaixo de 50.

“No início, os estudos eram pequenos, mas agora as evidências são muito sólidas, com milhares de pessoas sendo acompanhadas durante anos”, explica a chefe de Seção da Unidade de HIV do Hospital Ramón y Cajal, em Madrid, María Jesús Pérez Elías, que acrescenta: as evidências sinalizam que não houve nenhum caso de transmissão do HIV em relações sexuais sem preservativos, inclusive em práticas que consideramos especialmente de risco.

“Já não é possível contestar os resultados. Os estudos foram feitos em vida real, em casais reais, em todos os tipos de relações e com todos os tipos de práticas sexuais. E podemos dizer que indetectável é igual a intransmissível”, complementa García Fraile.

Leia a reportagem completa aqui.

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