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O Brasil é o próximo país a conduzir um estudo de abrangência nacional sobre o coronavírus dentro da plataforma criada pelo governo britânico para ajudar outros países a ampliar a capacidade de sequenciamento genômico do vírus, chamada de NVAP (New Variant Assessment Platform).

A pesquisa é financiada pela UKHSA (Agência Nacional de Segurança em Saúde do Reino Unido) e conta com o apoio de pesquisadores de diferentes universidades federais brasileiras e do Grupo Pardini, rede de medicina diagnóstica que vai disponibilizar os testes positivos coletados em mais de 6 mil laboratórios próprios e parceiros.

A meta da equipe é sequenciar o genoma completo do SARS-CoV-2 de cerca de 5.000 amostras do laboratório coletadas por mês, durante aproximadamente 6 meses.

O virologista e professor da UFMG, Renato Santana, é um dos coordenadores da pesquisa e explica a importância de ampliar a vigilância genômica no Brasil.

A meta estipulada pela OMS é que países consigam sequenciar entre 5% a 10% dos casos positivos. Mas enquanto nações como Reino Unidos e Dinamarca chegaram a sequenciar quase 50% dos casos, nós não chegamos a 1%. Num país como o Brasil, com dimensões continentais, praticamente não se sequenciou o vírus”, afirma.

O objetivo é que o maior sequenciamento permita que pesquisadores avaliem novas variantes no território brasileiro, além de avaliar a taxa de transmissão. “Se houver uma variante que escapa às vacinas que temos, por exemplo, mostraremos a importância das doses de reforço focadas nessas variantes. O estudo pode guiar políticas públicas para imunização e medidas de proteção. A ideia é gerar informação de qualidade para que possamos apoiar medidas públicas de saúde”, destaca o virologista.

Leia o texto completo aqui.

Foto: Freepik

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