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Investigação COVID OMS: uma cortina de fumaça na China, diz AHF

10 de fevereiro de 2021 – 9h48

Em meio a relatórios prematuros e incompletos da equipe de investigação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que acaba de concluir seu trabalho na China para descobrir as origens do SARS-CoV-2, a AIDS Healthcare Foundation (AHF) apela para que a investigação continue e para que a equipe divulgue um relatório detalhado e realize uma entrevista coletiva após deixar a China.

“Na primeira oportunidade depois de deixar a China, a equipe de investigação deve divulgar um relatório detalhado e realizar uma entrevista coletiva para responder as perguntas dos jornalistas, bem como de outros virologistas que expressaram ceticismo sobre as descobertas”

Citando o histórico questionável de transparência da China, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, disse que o governo dos EUA não se precipitará sobre o resultado da investigação e que, em vez disso, aguardará para revisar os dados subjacentes e o relatório investigativo completo. “Trabalharemos com nossos parceiros e usaremos as informações coletadas e analisadas por nossa própria comunidade de inteligência para avaliar o relatório assim que o recebermos, bem como os dados da avaliação da OMS”, afirmou.

Depois de serem prejudicados por atrasos, os pesquisadores da OMS puderam finalmente começar seu trabalho em 29 de janeiro (mais de um ano após o alarme soar pela primeira vez) em Wuhan, China – o epicentro relatado do surto COVID-19. No entanto, o apressado e confuso anúncio da equipe, feito ontem, vai contra os padrões de imparcialidade científica: nenhuma descoberta concreta, rejeição inflexível de um potencial incidente de laboratório e crédito para a hipótese de “comida congelada”.

“Esta deveria ser uma investigação imparcial, algo que o mundo precisa e merece, mas não vimos nenhuma indicação de imparcialidade ou transparência – muito pelo contrário, infelizmente”, disse o presidente da AHF, Michael Weinstein. “É completamente inapropriado para os cientistas da OMS relatarem prematuramente quaisquer descobertas, principalmente enquanto eles permanecem na China, sem que os jornalistas na entrevista coletiva pudessem fazer perguntas. Esta investigação deve continuar sendo feita por uma equipe independente, sem limitações ou restrições”.

Os esforços para averiguar informações críticas sobre as origens do SARS-CoV-2 em Wuhan foram envolvidos em sigilo durante a pandemia. Falando na conferência de imprensa, o professor Liang Wannian, chefe do painel de especialistas COVID-19 na Comissão Nacional de Saúde da China, continuou a retórica desdenhosa da China, afirmando que o lado chinês da investigação estava completo.

“Na primeira oportunidade depois de deixar a China, a equipe investigativa deve divulgar um relatório detalhado e realizar uma entrevista coletiva para responder as perguntas de jornalistas, bem como de outros virologistas que expressaram ceticismo sobre as descobertas”, acrescentou Weinstein. “Também encorajamos a equipe a ser explícita ao explicar as limitações da investigação e destacar os obstáculos que enfrentaram ao conduzir essa investigação na China.”

Além da possibilidade do SARS-CoV-2 ter escapado da contenção como resultado de um acidente no laboratório de Wuhan, uma hipótese alternativa é sua propagação zoonótica de morcegos para humanos por meio de um hospedeiro animal intermediário. Em última análise, dada a devastação que o vírus causou, encontrar o máximo de informações precisas sobre sua disseminação no início é essencial para evitar que um surto dessa magnitude aconteça novamente.

AIDS Healthcare Foundation (AHF), a maior organização global de AIDS, atualmente fornece cuidados médicos e / ou serviços para mais de 1,5 milhões de clientes em 45 países nos EUA, África, América Latina / Caribe, Região Ásia / Pacífico e Europa. Para saber mais sobre o AHF, visite nosso site: www.aidshealth.org, encontre-nos no Facebook: www.facebook.com/aidshealth e siga-nos no Twitter: @aidshealthcare e Instagram: @aidshealthcare

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