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Pesquisadores americanos anunciaram na terça-feira (15) a terceira possível cura de uma infecção pelo HIV, o vírus causador da aids. Esse é o primeiro caso que envolve uma paciente do sexo feminino. Durante uma conferência médica realizada em Denver, nos Estados Unidos, especialistas da Weill Cornell Medicine, de Nova York, disseram que utilizaram uma nova abordagem, diferente do que foi feito nos dois registros anteriores de cura.

Em vez de fazer um transplante de medula óssea com células-tronco obtidas a partir de um doador adulto compatível, eles optaram por usar as células-tronco encontradas no sangue do cordão umbilical de um recém-nascido.

De acordo com os responsáveis pelo estudo, isso pode ampliar o número de indivíduos de diferentes origens que se beneficiariam dessa estratégia, já que é possível usar o sangue de cordão umbilical de um doador parcialmente compatível, enquanto que o transplante convencional exige uma similaridade bem maior entre quem está doando e quem está recebendo.

Embora a notícia tenha sido celebrada na comunidade científica e entre associações de pacientes, é importante dizer que tratamentos do tipo só são indicados para uma parcela mínima dos mais de 37 milhões de pessoas infectadas com o HIV no mundo.

Ativistas defendem que a notícia de mais uma pessoa curada do HIV deve ser analisada com cautela.

Para Beto de Jesus, diretor da AHF Brasil, a novidade é uma esperança na ciência.

“Seguimos firmes na luta contra a aids e confiando na ciência! E também sempre atentos para que novas tecnologias sejam acessíveis para o maior número possível de pessoas.”

Confira aqui o que se sabe sobre o terceiro caso de provável cura, o método de tratamento e o impacto que ele pode ter no futuro.

A mulher, que não teve o nome ou a idade revelados, não apresenta nenhum sinal do HIV há 14 meses, mesmo depois de parar a terapia antirretroviral – Getty Images
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