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AHF pede que China liberte jornalista Zhang Zhan, presa por escrever reportagem sobre a COVID-19

LOS ANGELES (6 de janeiro de 2020) – A AIDS Healthcare Foundation (AHF), a maior organização de AIDS do mundo, condenou a recente prisão da jornalista chinesa Zhang Zhan por sua reportagem sobre a COVID-19 em Wuhan como mais um exemplo dos esforços das autoridades chinesas para impedir investigações globais sobre as origens do coronavírus e sua propagação nos primeiros dias da pandemia.

A sentença de quatro anos de prisão de Zhang foi recebida com duras críticas em todo o mundo, incluindo a União Europeia, que exigiu a libertação da repórter.

“Zhang Zhan é uma heroína por tentar corajosamente expor um encobrimento mortal que abalou o mundo. Não é aceitável que a China tenha permissão para continuar com esta narrativa falsa, impedindo os investigadores da Organização Mundial da Saúde (OMS) de irem a Wuhan para estudar o início do surto”, disse o presidente da AHF, Michael Weinstein.

“É vergonhoso que [o diretor-geral da OMS] Tedros [Adhamon] tenha elogiado a resposta da China desde o início e agora seus próprios cientistas não podem entrar no país. Com o número de mortos da COVID-19 se aproximando de 2 milhões de pessoas, todo o sistema de saúde pública global está em jogo. Somos um só mundo, do qual a China faz parte e tem a responsabilidade de protegê-lo, não de perpetuar um encobrimento que está custando milhões de vidas”, prosseguiu.

Depois de finalmente permitir que uma equipe de especialistas da OMS viajasse para Wuhan após longas negociações, a China anulou o acordo quando dois cientistas estavam a caminho, supostamente devido a questões de liberação de visto. Uma série de ações como essas levanta questões sobre os motivos que levam a China a impedir que o mundo obtenha informações sobre o início da pandemia.

O último ataque à transparência segue uma série de outras tentativas de supressão de fatos relativos à saúde pública. Em janeiro de 2020, o oftalmologista chinês Li Wenliang, de Wuhan, foi ameaçado por policiais por falar publicamente sobre o surgimento de uma nova doença respiratória. Depois, foi forçado a assinar uma carta retratando-se de seus próprios comentários. Li faleceu em fevereiro de 2020, vítima da COVID-19. Em homenagem ao médico, a AHF deu o nome de Li Weliang ao seu escritório na Ásia, em Phnom Penh, capital do Camboja.

“Seja nos Estados Unidos, na OMS ou na China, defendemos a transparência total em toda esta emergência de saúde”, acrescentou Michael Weinstein. “A OMS deveria chamar a atenção de nações que buscam silenciar vozes inestimáveis como a da jornalista Zhang, pois a retenção de informações leva à perda de vidas. Os governos devem ser obrigados a fornecer todos os dados relevantes da COVID-19, incluindo estatísticas sobre casos e mortalidade, e deve haver sigilo zero sobre o desenvolvimento de vacinas e políticas de imunização. A cooperação internacional e a transparência são fundamentais durante uma pandemia.”

A AHF tem repetidamente chamado organizações de saúde pública, associações e universidades a se unirem para instar governos e instituições globais a trabalharem para a criação de uma nova Convenção Global de Saúde Pública, que protegeria os cidadãos desta e de futuras crises de saúde, garantindo transparência, sustentabilidade e prestação de contas.

A AIDS Healthcare Foundation, maior organização global de AIDS, atualmente fornece cuidados médicos e/ou serviços de advocacy para mais de 1,5 milhão de pessoas em 45 países, incluindo os EUA e nações da África, América Latina e Caribe, Ásia/Pacífico e Europa. Para saber mais sobre a AHF, acesse o site www.aidshealth.org e os perfis no Facebook: www.facebook.com/aidshealth; no Twitter: @aidshealthcare; e no Instagram: @aidshealthcare.

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