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De todas as pessoas que iniciaram o uso da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), 39% descontinuaram esse tipo de prevenção contra o HIV. Os números do Painel Prep, vinculado ao Ministério da Saúde, abrangem o período compreendido entre 2018 e 2022.

A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é indicada para pessoas que não vivem com o HIV. A utilização diária de uma combinação de dois medicamentos antirretrovirais (tenofovir + entricitabina), que apresentam composição similar aos utilizados no tratamento do vírus, reduz em mais de 90% as chances de uma pessoa se infectar quando exposta ao HIV.

Os números do Ministério da Saúde mostram que desde 2018, 64 mil pessoas iniciaram o uso da profilaxia pré-exposição. Desse total, cerca de 24,8 mil pessoas abandonaram esse método de prevenção.

Para o infectologista José Valdez Ramalho Madruga, coordenador do Comitê de Aids da Sociedade Brasileira de Infectologia, a descontinuação do uso pode ser explicado por fatores sociais e comportamentais como o início de um relacionamento estável.

O médico da Sociedade Brasileira de Infectologia também afirma que as pessoas estão perdendo o medo do HIV devido à eficácia dos tratamentos que estão disponíveis atualmente. No entanto, o infectologista ressalta que ainda não existe uma cura definitiva para o vírus. Por isso, a profilaxia pré-exposição ainda é uma opção eficaz para quem busca se prevenir contra a infecção.

A retirada dos medicamentos da PrEP é condicionada às consultas regulares aos serviços de saúde. Por isso, a cada três meses, devem ser realizados exames de acompanhamento que verificam a reação aos medicamentos, além de testes para HIV, sífilis e hepatites B e C.

Leia o texto completo aqui.

Foto: Freepik

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